Dando continuidade à "tradição", o passado Sábado,
dia 9 de Julho, foi o dia escolhido para mais um Passeio pela Serra da
Cabreira.
Este foi já o nono ano em que realizamos este
Passeio, fechando as actividades antes do período típico das férias de
Verão e que tem ainda o atractivo de o almoço ser habitualmente uma
"sardinhada" preparada pelos participantes, o que proporciona que se
passem umas horas em convívio animado.
Desta vez a "lista" de participantes contava com 17
jipes (mais 2 de apoio para o almoço) e cerca de 40 pessoas.


Tentando ir introduzindo sempre novos trilhos nos
sucessivos Passeios, desta vez o início estava marcado para a recta de
Casares. A 1º Etapa, que nos iria levar até à zona do Chão do
Pastor onde se realizou o "Reforço da Manhã", começava por nos levar à
descoberta de uma série de trilhos pelos montes a sul do ponto de
partida. Esta parte do percurso decorria em pisos de terra e
pedra, serpenteando pelos montes, e de dificuldade variada. Havia
partes razoavelmente rolantes, outras um pouco menos e contava mesmo com
uma zona onde se sucediam 3 ou 4 bocados a exigir mesmo cuidados
adicionais por parte dos condutores e em que as viaturas eram chamadas a
mostrar algumas das suas potencialidades.
Infelizmente, nessa zona mais complicada e num bocado
que fazia a ligação entre dois obstáculos, aconteceu um acidente com uma
das viaturas, felizmente sem qualquer tipo de consequências em termos
físicos, mas com alguns danos materiais. É uma daquelas situações
que ninguém consegue explicar muito bem, uma vez que nem se tratava de
qualquer tentativa para ultrapassar algum obstáculo mais complicado, mas
que acontecem fruto da soma de uma série de pequenos factores que se
conjugam de uma forma que acaba por provocar alguns dos acidentes
existentes. Escusado será dizer que daí para a frente a boa
disposição e alegria que são habituais nos nossos Passeios, ficaram um
pouco prejudicadas uma vez que ninguém fica satisfeito por ver um amigo
a ter um acidente, mesmo que sem consequências graves.


Ultrapassada a situação, lá nos encaminhamos para o
local do "Reforço da Manhã", seguindo o percurso previsto, de um modo
geral mais rolante nesta segunda parte da 1ª Etapa, mas mesmo assim
ainda com uma zona bastante dura em termos de piso, com muita pedra e
muito irregular. Com um bocadinho mais de dificuldade ou com
menos, toda a gente passou sem notas especiais a assinalar.
Finalmente, até porque estávamos bastante atrasados
relativamente ao que estava inicialmente planeado, lá chegamos à zona do
"Chão do Pastor", onde se parou para "atacar" outro tipo de
"dificuldades" constituídas pelo habitual pão fresco, fiambre, queijo,
sumos, água e, para finalizar, café.
Dado que já passava um bocado do meio-dia, foi
resolvido fazer alguns cortes na 2ª Etapa, de modo a permitir chegar ao
almoço a horas ainda minimamente aceitáveis. Esses cortes acabaram
por excluir alguns dos trilhos novos e mais interessantes, mas o que
ficou ainda foi suficiente para um bom par de horas de condução e para
que esta 2ª etapa valesse apena.
Também desta vez se misturavam trilhos em bom estado
e rolantes, com outros mais duros, impondo um ritmo diferente e cuidados
diferenciados. Mais uma vez, toda a gente se "portou bem" e os
obstáculos foram sendo ultrapassados sem nada de especial que justifique
alongar este texto.
Eram já perto das 3 horas da tarde quando se chegou
ao Parque de Merendas da Veiga, lugar onde decorreria o almoço.
Com as brasas já encaminhadas no grelhador e com as
mesas minimamente organizadas por uma pequena equipa que tinha tratado
disso em avanço, havia que dar continuidade ao trabalho, assando as
sardinhas e grelhando as fêveras e entrecosto.
Muito possivelmente ajudado pelo facto de ser
preparado ao ar livre, no meio do monte mas num lugar apropriado, o
almoço soube mais uma vez bastante bem e, especialmente, as sardinhas
foram elogiadas. É claro que a broa, as saladas, os pimentos
assados e os diferentes vinhos (branco e tinto, maduro e verde, de
regiões como o Minho, o Douro e o Alentejo), bem assim com a cerveja e
outros refrigerantes, ajudaram a que o almoço não merecesse críticas.
Para o fim, estava ainda guardado o melão, as
diferentes tartes, o café e a aguardente velha.


Baseado na experiência de anos anteriores, em que era
sempre um pouco a custo que se iniciava a parte da tarde do Passeio e
ainda porque se previa uma manhã razoavelmente longa, este ano
resolveu-se fazer as coisas de um modo diferente. Foi proposto que
quem quisesse podia ficar na zona do almoço, aproveitando a sombra das
árvores e a frescura da água que jorra ininterruptamente para um
conjunto de tanques grandes, enquanto os que assim o preferissem podiam
percorrer mais um conjunto de trilhos variados e interessantes.
Aconteceu que ninguém resolveu ir dar a volta
proposta e toda a gente ficou na conversa ou participando nalguns jogos
de carácter popular que entretanto foram sendo organizados.
O tempo foi passando e rapidamente o fim da tarde
aproximou-se quase sem dar-mos por ele.
A ideia era fazer ainda um "lanche ajantarado", mas o
apetite ainda era pouco e ninguém queria comer... A muito
custo lá se conseguiu "despachar" uns bocadinhos da muita comida
existente, mas que não foram de todo suficientes para evitar que
acabasse por sobrar muita coisa... Foi pena, mas também se
compreende que almoçando tarde, o apetite após 2 ou 3 horas ainda não
seja significativo.
Estava terminado mais um Passeio. Era hora de
regressar a casa, não sem antes serem feitos os votos de boas férias, e
também de se começar já a falar no próximo Passeio que irá
previsívelmente decorrer lá para o final de Setembro em zona a definir.
Rui Martins