O dia 22 de Março, Sábado, foi o dia escolhido
para mais um Passeio da temporada de 2003 do Clube Audio TT.
Escolhendo trilhos próximo da "casa" deste Clube, a
cidade de Braga, fomos percorrer "Terras da Maria da Fonte", ou o mesmo
é dizer, a zona da Póvoa de Lanhoso e os seus montes próximos.
Dos membros deste Clube, concentraram-se às 9 horas
da manhã no parque da Grundig 34 pessoas, distribuídas por 16 viaturas (
3 Toyotas, 2 Jeep, 3 Patrol, 3 UMM, 1 Pajero, 3 Defender e 1 Frontera).
Depois dos cumprimentos habituais, do pequeno "briefing"
com a respectiva distribuição de Road-Books, passava pouco das 9h30m
quando a caravana se pôs em marcha para a 1ª Etapa.

Esta Etapa, que ocuparia a manhã, ligava Braga a
Rendufinho e tinha uma extensão de cerca de 23 Km.
Entrando na Serra do Carvalho poucos Km's após o seu
início, cedo começaram a aparecer as primeiras zonas mais complicadas,
com algumas subidas bastante íngremes, muitas valas e zonas com piso
bastante duro. Contudo, com maior ou menor dificuldade, todos
foram ultrapassando as diferentes dificuldades pelos seus próprios
meios, embora tenha sido necessário em alguns casos várias tentativas e
as preciosas indicações dadas de fora das viaturas.
Foi pouco antes de abandonar a Serra do Carvalho que
se fez a paragem para o habitual "reforço da manhã". Com as
"máquinas humanas" reabastecidas com pão fresquinho, devidamente
recheado com queijo e fiambre, com sumos e, para terminar, com um café
bem quentinho, os participantes estavam mais do que prontos para
"atacar" a 2ª parte do percurso da manhã.
Esta 2ª parte da 1ª Etapa levou-nos a percorrer a
Serra de Santo Tirso e viria a terminar no restaurante onde seria servido o
almoço.

Se a parte anterior tinha contado com diversas zonas
de transposição um bocado complicada, esta seguiu-lhe as pisadas,
aumentando ainda o nível das dificuldades encontradas. As subidas
e descidas acentuadas, as valas com profundidade (e largura) em
crescendo, uns bocadinhos de lama (pouca) e o piso duro continuaram a
marcar uma presença bastante constante.
Com tais desafios, começaram os "atascanços"...
Os guinchos e as cintas entraram em acção e, com alguma dificuldade
nalguns casos, lá conseguiram tirar os diversos jipes que aqui e ali
resolveram trilhar caminhos de onde não conseguiam sair sozinhos.
Como é habitual em todos os nossos Passeios, foi
também uma boa altura para pôr à prova a camaradagem, amizade e espírito
de entre-ajuda que nos une e que está sempre presente.
O almoço foi servido no Restaurante Zé Pedro, em
Rendufinho, e constou de umas entradas, seguidas de fêveras e entrecosto
grelhados, sobremesa e café, sendo "regado" com as bebidas de eleição de
cada um: vinho, cerveja, sumo ou água. É justo salientar que o
almoço estava bastante bom e, mais uma vez, o seu custo ficou abaixo do
que seria de esperar.

A tarde estava aí e com ela a 2ª etapa, que se
estenderia por cerca de 24 Km, levando-nos de Rendufinho de regresso a
Braga.
Esta 2ª Etapa era um pouco mais suave e contava com
uma paragem em Calvos para se admirar devidamente um carvalho muito
antigo, conhecido como " A Carvalha". Esta árvore, que se encontra
devidamente classificada, terá cerca de 500 anos e apresenta um "porte"
pouco habitual, embora tenha sofrido já alguns actos de vandalismo ao
longo dos anos.
Depois de rumarmos à Póvoa de Lanhoso, que
atravessamos, seguimos novamente de regresso à Serra do Carvalho,
percorrendo trilhos menos habituais, mas sem grande dificuldade.
Foi exactamente porque a dificuldade era
relativamente reduzida, que se chegou ao fim desta 2ª Etapa a horas que
ainda não seriam as esperadas para o fim do Passeio.

Feita uma "reunião de emergência", rapidamente foi
resolvido prolongar um pouco mais o Passeio, ainda que sem Road-Book,
recorrendo-se para isso ao conhecimento que vários participantes tinham
da zona.
Como a tarde tinha sido "calma", nada melhor do que
ir ao encontro de mais umas zonas complicadas... A
primeira apareceu logo de seguida e consistia numa zona bastante
trialeira, óptima para pôr à prova os cursos das suspensões, os ângulos
laterais máximos e a perícia dos condutores.
Ultrapassada mais esta "prova", lá fomos ao encontro
da seguinte... Mais uma subida razoavelmente acentuada, mas onde a
principal dificuldade estava nas condições do piso. As valas eram
enormes, as pedras "mais do que muitas" e, para um "final em grande", já
se sabia que os últimos metros seriam muito difíceis de ultrapassar.
Manda a verdade dizer que ninguém contava que a zona
estivesse tão "dura"... Em vista do estado do trilho, foi de
imediato claro que seria quase impossível levar as viaturas até lá
acima.
Depois de uma avaliação atenta, um dos Patrol
presentes (o melhor equipado para este tipo de coisas) resolveu tentar
"a sua sorte" e, apesar de ter estado em alguns apuros e ter batido em
algumas pedras, lá conseguiu subir !

Novo compasso de espera, a ganhar "coragem", e ex que
o UMM amarelo resolve também tentar...
Foi exactamente só isso, tentar, pois 3 ou 4 metros
após arrancar, uma pequena pedra estrategicamente colocada arranca-lhe o
bujão da parte inferior do depósito de combustível !
Situação complicada ! Felizmente houve de
imediato quem tivesse a ideia de tapar temporariamente a fuga, metendo
um dedo no buraco que tinha ficado aberto, evitando assim que o
combustível se escoasse rapidamente ...
E agora ? Como tapar o buraco ?
As ideias foram aparecendo ... Podia-se tentar
colocar uma rolha de cortiça,... só que ninguém tinha a tal rolha...
Podia-se tentar usar fita auto-colante, ... mas ela não iria aderir
suficientemente de modo a suportar o esforço exercido pelo gasóleo que
ainda restava no depósito...
Até que alguém se lembrou de tentar usar um bocado de
um pequeno tronco de giesta para tapar o tal buraco. Navalha
multifunções em acção, um pequeno troço de giesta cortado, devidamente
"aguçado" para poder entrar no buraco e há que tentar...
Bem, o resultado até foi bastante satisfatório, uma
vez que se não permitiu uma vedação absolutamente perfeita, permitiu
pelo menos que ficassem apenas a cair umas gotas de vez em quando.

O tempo, entretanto, tinha passado e as "emoções" já
eram suficientes, pelo que se resolveu fazer recuar a caravana e abdicar
de mais tentativas de subida.
O final do Passeio acabou por acontecer junto à
nascente do Rio Este, com um lanche já tardio, que permitiu recuperar as
energias para o regresso a casa.
Foi também durante esse lanche que se aproveitou para
fazer o "balanço" de mais este Passeio que, a julgar pelas opiniões
unânimes dos participantes, foi mais uma vez bastante positivo, ao mesmo
tempo que se começava a falar já dos próximos Passeios, mas isso é algo
que iremos divulgar a seu tempo.
Clube Audio TT